
O Código Internacional das Práticas Rolheiras pretende promover uma melhoria qualitativa da indústria corticeira, contribuindo para resistir aos ataques dos produtos sucedâneos e para transmitir segurança aos consumidores e ao sector.
Génese do Código Internacional das Práticas Rolheiras (CIPR)
Os problemas de gostos e aromas estranhos no vinho, geralmente atribuídos à rolha de cortiça, foram alvo de preocupações e reclamações crescentes ao longo dos anos 80 e 90 devido a factores como a maior qualidade e custo do vinho e à maior percepção e exigência de qualidade por parte dos engarrafadores e consumidores.
Os problemas relacionados foram sendo dirigidos à rolha de cortiça, digamos que, até então, o elemento mais fraco do trinómio vinho-vidro-cortiça. Esta posição agravou-se com o surgimento no mercado de produtos substitutos da rolha de cortiça, nomeadamente os baseados em polímeros diversos mas, que pretendiam assemelhar-se à rolha de cortiça, quer em diversos aspectos quer em comportamentos.