
Na véspera de completar 37 anos como país, São Tomé e Príncipe viu uma das suas duas ilhas principais ser incluída da lista mundial que engloba as áreas do planeta que se destacam pela procura do equilíbrio entre a promoção do desenvolvimento económico e social e a conservação da diversidade biológica.
No decorrer de mais uma reunião do Conselho Internacional de Coordenação do Programa Homem e Biosfera, da UNESCO, que decorreu em Paris entre os dias 9 e 13 deste mês, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura anunciou a adição de 20 novas áreas à Rede de Reservas da Biosfera.
Tratam-se de sítios que se destacam pela procura do equilíbrio entre a promoção do desenvolvimento económico e social e a conservação da diversidade biológica e que constituem, por isso, locais de excelência para testar práticas inovadoras no âmbito do modelo de Desenvolvimento Sustentável que se quer ver concretizado a nível global.
Um das áreas recém-classificadas como Reserva da Biosfera foi a ilha de Príncipe uma das duas ilhas principais que formam o território independente de São Tomé e Príncipe.
Trata-se da primeira Reserva da Biosfera neste país e o anúncio da sua criação aconteceu na véspera da celebração dos 37 anos de independência da pequena nação insular africana.
A aprovação da candidatura apresentada por São Tomé Princípe à UNESCO há cerca de um ano, relaciona-se com o facto do Príncipe albergar uma extensa Biodiversidade terrestre e marinha, constituindo um importante local de reprodução de tartarugas marinhas, aves marinhas e cetáceos.
No entanto, mais importante ainda, segundo o site da UNESCO, é a compatibilidade, no Príncipe, entre as principais atividades económicas - a agricultura, a pesca e o turismo – e conservação da natureza, que torna a ilha um potencial modelo para promover o desenvolvimento integrado do ecoturismo em ilhas semelhantes.
Por fim, a UNESCO ainda refere que o Príncipe, pelas suas características, pode vir a formar a base de uma área-tampão marinha e terrestre mais extensa.
António Cassandra, governador do Príncipe, afirmou à Lusa “Para nós, o mais importante na aprovação da nossa candidatura é o facto de esta reafirmar a nossa posição de manter no Príncipe um desenvolvimento sustentável, conservando a ilha como ela é”.
No entanto, para além do orgulho sentido, António Cassandra reconhece que a classificação do Príncipe acarreta uma responsabilidade acrescida, obrigando a redobrar os esforços já empreendidos tendo em vista a conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Isto passará por eliminar atividades como a extração de areias, bem como regulamentar a caça com a criação de uma Lei orgânica, e controlar da pesca.
Com a classificação de 20 novas áreas, a Rede de Reservas da Biosfera passa a ser constituída por 598 sítios distribuídos por 117 países.
Fontes: www.unesco.org, www.portalangop.co.ao e www.dw.de
*Escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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