
A Quercus alerta para duas situações ambientais irregulares que podem ter consequências para a saúde púiblica: os níveis elevados de ozono atmosférico e a falta de monitorização da qualidade do ar no Algarve, distinto turístico muito procurado no Verão.
Ao longo desta última semana começaram a registar-se os primeiros níveis elevados do poluente ozono troposférico mas a informação continua a não chegar às populações.
As estações da rede de monitorização da qualidade do ar em Portugal começaram a registar níveis elevados de ozono troposférico, principalmente no norte do país, em Vila Real e Porto Litoral, e embora as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional estejam a emitir alguns alertas, embora com falhas ao fim de semana, a informação não está a chegar às populações por não ser veiculada na comunicação social, o que impossibilita que os cidadãos possam tomar precauções para evitar exposição a este poluente perigoso para o sistema respiratório.
Desde o último dia do mês de Maio foram já registados 19 excedências ao limiar de informação ao público para o ozono (180 ug/m3) e uma ultrapassagem ao limiar de alerta (240 ug/m3) (ver em www.qualar.org) no norte e centro do país. Para garantir que esta informação chega efectivamente ao público, de acordo com o previsto na Lei, a Quercus defende um acordo entre o Ministério do Ambiente e os órgãos de comunicação social públicos (RDP e RTP) de modo a que essa informação seja incluída nos noticiários à semelhança da informação veiculada sobre o estado do tempo.
Chega o Verão e Algarve está às escuras em matéria de qualidade do ar
Por outro lado, a rede de monitorização da qualidade do ar no Algarve continua sem funcionar desde 2008 pelo que, com o aumento da radiação sol, poder-se-ão formar níveis de ozono troposférico perigosos para a saúde sem que as autoridades de saúde e os próprios cidadãos possam ser avisados para tomar medidas individuais ou colectivas. Esta situação constitui uma violação às leis nacionais e europeias pelo que a Quercus irá remeter queixa à Comissão Europeia sobre o assunto.
A Direcção Nacional
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Lisboa, 4 de Junho de 2009
Para mais informações contactar: Hélder Spínola 937788472 ou 964344202
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