
Uma abordagem de planeamento a grande escala pode ser mais eficiente para uma agricultura sustentável do que as medidas agro-ambientais que se têm utilizado, referem investigadores da Universidade de Leeds.
No âmbito do Rural Economy and Land Use Programme, no Reino Unido, tem-se investigado quais as abordagens mais eficientes para optimizar a produção agrícola sustentável conciliada com a conservação da vida silvestre.
Neste trabalho, os investigadores estão a concluir que os animais e as plantas requerem um planeamento ao nível da paisagem, uma escala mais adequada a muitos processos ecológicos e não à escala dos campos agrícolas.
Os investigadores defendem que em vez de se concentrar esforços para tornar cada campo agrícola mais adequado para a vida silvestre, deve-se pensar em como tornar a paisagem como um todo mais adequada para produzir alimentos e para a conservação. Defendem, que ao nível da paisagem pode ser mais eficiente, por exemplo, manter um mosaico de campos agrícolas em produção intensiva com incorporação de pesticidas alternados com áreas de conservação, do que concentrar esforços em cada campo agrícola para os tornar mais adequados para a vida silvestre, evitando o uso de pesticidas, entre outras medidas.
O trabalho dá também indicações para um planeamento agrícola ao nível da paisagem e providenciar mais coerência nas opções entre a produção intensiva e mais extensiva. Em cada paisagem, algumas áreas necessitam de uma gestão para a conservação, noutras pode ser mais eficiente produzir alimentos ou produzir serviços ambientais. As áreas que são menos produtivas e já não são agricultadas precisam normalmente de uma gestão efectiva para a conservação e integradas numa rede de habitates ao longo da paisagem.
Fonte: SicienceDaily