
O Fórum Mundial Lisboa 21 divulgou um documento executivo que resume as principais conclusões do Fórum Mundial sobre a Água, Energia e Desenvolvimento Sustentável, realizado em Lisboa, em Outubro de 2011.
O documento que resume as principais conclusões do Fórum Mundial Lisboa 21 foi apresentado numa sessão na Universidade Católica Portuguesa de Lisboa que reuniu alguns dos nomes que estiveram envolvidos no seu desenvolvimento, incluindo Amálio de Marichalar, Conde de Ripalda e Presidente do Fórum Soria 21 para o Desenvolvimento Sustentável.
O professor César Dopazo, professor da Universidade de Saragoça, deu voz ao discurso de Carlos Fernandez-Jauregui, Chief Visionary Officer da WASA – GN – Water Assessment & Advisory Global Networks, que mesmo ausente do evento quis deixar o seu testemunho. Jauregui voltou a frisar a urgência da criação da Agência Mundial da Água que faça com que seja reconhecido o acesso à água como um direito humano.
César Dopazo afirmou que os combustíveis fósseis são essenciais para atender à crescente demanda de energia e que apesar das energias renováveis serem valiosas, não oferecem nenhuma alternativa a curto e médio prazo. O Fórum considera que as energias renováveis e a energia nuclear são necessárias nesse período de transição e que se devem realizar estudos e discussões para se tomarem as decisões corretas. Dopazo acrescenta ainda a aposta na poupança e eficiência energética como elementos desta base de mudança.
Matos da Silva, professor de hidráulica e recursos hídricos da Universidade Católica, salientou no seu discurso a importância da cultura, tema que surgiu no Fórum Mundial Lisboa 21. O Reitor da Universidade Católica de Portugal, Manuel Braga da Cruz afirmou que “a dimensão da cultura como pilar do desenvolvimento sustentável diz muito a esta universidade e, portanto, continua associada ao Fórum.” Braga da Cruz sublinhou ainda que “a universidade visa o desenvolvimento, formação e investigação de todas as matérias, mas sobretudo, daquelas que são essenciais à vida, como é o caso da água."

Pedro Rebelo de Sousa, Diretor do Instituto Português de Corporate Governance, esclareceu que “o Fórum Mundial de Lisboa 21 protege os interesses de um dos stakeholders mais importantes - a sociedade e, por isso, os meios de comunicação que escrevem sobre estes temas têm de reinventar-se e assumir o papel de líderes de opiniões verdadeiras e transparentes."
D. Amálio de Marichalar encerrou a sessão salientando as conclusões e recomendações mais relevantes: mudar os paradigmas atuais e o plano de ação para a sustentabilidade, pensar alternativas, criação da Agência Mundial da Água com sede em Lisboa, criação de um Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável em Espanha e a cultura como o quarto pilar da sustentabilidade.
Este documento executivo será apresentado aos governos, nacional e estrangeiros, à Presidência da República, à Presidente da Assembleia, à Ministra do Ambiente, ao Ministro da Economia, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e a algumas empresas para que dos seus planos de ação constem as propostas do documento.
Este documento será ainda apresentado em Espanha e no Brasil antes da Cimeira Rio+20. Recentemente o Fórum foi convidado a fazer parte de uma organização global brasileira sobre desenvolvimento sustentável. Para o pós-Rio está já a ser delineada uma estratégia que passa, a médio prazo, pela realização de uma conferência, em Novembro, no Porto sobre Cidades e Desenvolvimento Sustentável.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fonte: Greenmedia – CI
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